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Lenda de Exú

Samuel D'Ògún 1 ano atrás 276
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Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Quando o criou, Olorun deu-lhe, entre outras funções, a de ser comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava para trazer alegria e animação a todos. Sempre foi assim até que um dia os orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos e que não ficava bem tanta agitação. Então eles pediram a Exú que parasse com aquela atividade barulhenta para que a paz voltasse a reinar.

Assim foi feito e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de todos. Um belo dia, numa dessas festas, os orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores. Novamente eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida.

Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse.

Logo apareceu um homem, de nome Ogan. Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos orixás. E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans.

Ọ̀gá significa: senhor, mestre, que se destaca no ẹgbẹ́ (sociedade)

Aqui no brasil escrevemos "Ogan" para definir as pessoas responsáveis não só pelos atabaques e cânticos como também outras funcões de suma importância dentro de uma casa de candomblé.

Editado por Fabrício Rocha em 03-03-2024 22:43:40

Tags: Exú

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