Obá


 

TRADIÇÃO_________________________________________________

 

Obá governa as lagoas e é uma guerreira. Ela é uma das esposas de Xangô e sempre se preocupou em agradá-lo. Oxum aconselhou Obá a cortar sua própria orelha e usa-la para temperar a sopa de Xangô. Xangô se zangou com esse ato e a deixou por Oxum. Por isso que Obá dança cobrindo seu lado esquerdo. Outras mitologias representam Obá como uma mulher independente que se envolveu em comércio e política. Suas cores são o vermelho e o branco, seu dia consagrado é sábado e sua saudação “ObáXireê”.

 

 

 

LENDAS_____________________________________________________________________

 

 

 

 

Obá é possuída por Ogum


Obá escolheu a guerra como prazer nesta vida.
Enfrentava qualquer situação e assim procedeu com quase todos os orixás.
Um dia, Obá desfiou para a luta Ogum, o valente guerreiro.
O ardiloso Ogum, sabendo dos feitos de Obá, consultou os babalaôs.
Eles aconselharam Ogum a fazer oferendas de espigas de milho e quiabos, tudo pilado, formando uma massa viscosa e escorregadia.
Ogum preparou tudo como foi recomendado e depositou o ebó num canto do lugar onde lutariam.
Chegada a hora, Obá, em tom desafiador, começou a dominar a luta.
Ogum levou-a ao local onde estava a oferenda.
Obá pisou no ebó, escorregou e caiu.
Ogum aproveitou-se da queda de Obá, num lance rápido tirou-lhe os panos e a possuiu ali mesmo, tornando-se, assim, seu primeiro homem.
Mais tarde Xangô roubou Obá de Ogum.

 

(Mitologia dos Orixás,2001,pp.314)

 

 

Obá provoca a morte do cavalo de Xangô


Xangô era um conquistador de terras e de mulheres.
Vivia sempre de um lugar para o outro.
Em Cossô fez-se rei e casou-se com Obá.
Obá era sua primeira e mais importante esposa.
Obá passava o dia cuidando da casa de Xangô.
Moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo.
Xangô era um conquistador de terras e de mulheres.
Uma vez Xangô viu Oiá lavando roupa na beira do rio e dela se enamorou perdidamente.
Com Oiá se casou.
Mas Xangô era um conquistador de terra e de mulheres e logo se casou de novo.
Oxum foi a terceira mulher.
As três viviam às turras pelo amor do rei.
Para deixar Xangô feliz, Obá presenteou-lhe um cavalo branco.
Xangô gostou muito do cavalo.
Tempos depois Xangô saiu para guerrear levando Oiá consigo.
Seis meses se passaram e Xangô continuava longe.
Obá estava desesperada e foi consultar Orunmilá.
Orunmilá aconselhou Obá a oferecer em sacrifício um iruquerê, espanta-mosca feito com rabo de um cavalo.
Mandou pôr o iruquerê no teto da casa.
Para fazer a oferta prescrita pelo oráculo, Obá encomendou a Eleguá um rabo de cavalo.
E Eleguá induzido por Oxum, mais que depressa cortou o rabo do cavalo branco de Xangô.
Mas não cortou somente os pêlos e sim a cauda toda e o cavalo sangrou até morrer.
Quando Xangô voltou da guerra, procurou o cavalo e não encontrou.
Deparou então com o iruquerê amarrado no teto da casa e reconheceu o rabo do cavalo desaparecido.
soube pelas outras mulheres da oferenda feita pela primeira esposa.
Xangô ficou irado e repudiou Obá.

 

(Mitologia dos Orixás,2001,pp.317)

 

 

 

(1)

 

Obá era muito enérgica e forte, mais que alguns orixás masculinos, vencendo na luta, Oxalá, Xangô e Orunmilá. Obá era esposa de Xangô, juntamente com Oxum, a rivalidade surgiu entre ela e Oxum. Esta jovem e elegante. Obá mais velha e sem muita vaidade, mas com pretensão ao amor de Xangô. Sabendo o quanto este era guloso, procurava sempre surpreender os segredos da receitas de cozinha utilizada por Oxum, que irritada decidiu-se pregar-lhe uma peça, quando um dia pediu-lhe que viesse assistir a preparação de determinado prato, que, segundo Oxum, Xangô, o esposo comum, adorava. Quando Obá chegou, Oxum estava com a cabeça coberta com um pano que lhe escondia as orelhas, e, cozinha uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum mostrou dizendo que havia cortado as próprias orelhas, colocando na sopa, para preparar o prato predileto de Xangô. Quando lhe foi servido, tomou com apetite e satisfação, retirando-se, todo gentil na companhia de Oxum. Na semana seguinte que era a vez de Obá cuidar de Xangô, decidiu fazer a receita predileta de Xangô, cortou uma de suas orelhas e cozinhou com a sopa. Xangô ficou repugnado e furioso com a cena. Neste momento apareceu Oxum, retirou seu lenço, onde Obá viu que as orelhas de Oxum nunca haviam sido cortadas, sendo por esta caçoada, seguiu-se violenta luta corporal, Xangô mostrou toda sua irritação e furor. Oxum e Obá, fugiram apavoradas e transformaram-se nos rios que levam seus nomes.

 

 

(2)

 

Obá, é possuída por Ogun. Obá escolheu a guerra como prazer nesta vida. Enfrentava qualquer situação e assim procedeu com quase todos os orixás. Um dia Obá desafiou para a luta Ogun o valente guerreiro. O ardiloso Ogun, sabendo dos feitos de Obá, consultou os Babalaôs. Eles aconselharam Ogun a fazer oferendas de espigas de milho e quiabos, tudo pilado, formando uma massa viscosa e escorregadia. Ogun preparou tudo como foi recomendado e depositou o ebó num canto do lugar onde lutariam. Chegada a hora Obá, em tom desafiador começou a dominar a luta. Ogun levou-a ao local onde estava a oferenda. Obá pisou no ebó, escorregou e caiu. Ogun aproveitou-se da queda de Obá, num lance rápido tirou-lhe os panos e a possuiu ali mesmo, tornando-se, assim, seu primeiro homem. Mais tarde Xangô roubou Obá de Ogun.

 

 

 

ERVAS______________________________________________________________________

 

 

Alface - É empregada nas obrigações de Egun, e em sacudimentos. O povo a indica para os casos de insônia, usando as folhas ou o pendão floral. Além de chamar o sono, pacifica os nervos.

Altéia/ Malvarisco - Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Iansã e Iemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Bambu - É um poderoso defumador contra Eguns. O banho também é excelente contra perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas, nas disenterias, diarréias e males do estômago.

Cambuí amarelo - Só é utilizado em banhos de descarrego. A medicina caseira indica como indica como adstringente, e usa o chá nas diarréias ou disenterias.

Catinga de mulata/Cordão de Frade/Cordão de São Francisco - Seu uso ritualístico se restringe aos banhos de limpeza e descarrego dos filhos de Iansã. O povo a indica para curar asma, histerismo e como pacificadora dos nervos

cravodaindia.jpg (72950 bytes)Cravo da Índia/Cravo de Doce - Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo indica suas folhas e cascas em banhos de assento para debelar a fadiga das pernas. Ótimo nos banhos aromáticos.

Espirradeira /Flor de São José - Participa de todas as obrigações nos cultos afro-brasileiros. Esta planta é utilizada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. Pertence aos orixás Xangô e Iansã, porém há, ainda, um outro tipo branco que pertence a Oxalá. O povo indica o suco das folhas desta contra a sarna e pôr fim aos piolhos. Em uso externo.

Eucalipto limão - de grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos de orixá. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. usado em banhos de assento, é também emoliente.

Jenipapo - As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.

Lírio do Brejo - São usados folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes, rizomas, como estomacal e expectorante.

louro.jpg (28757 bytes)Louro/Loureiro - Planta que simboliza a vitória, por isso pertence a Iansã. Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras para atrair recursos financeiros. Suas folhas também são utilizadas para ornamentar a orla das travessas em que se coloca o acarajé para arriar em oferenda a Iansã.

Maravilha bonina - Utilizada nas obrigações de ori relativas a Iansã e bori, lavagem de contas e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar leucorréia (corrimentos), hidropsia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.

 

 

 

IGUARIAS___________________________________________________________________

 

 

Moranga para Obá

 

Ingredientes: 1 moranga; 500g de camarão limpo; um maço de língua de vaca; 1 cebola; dendê.


Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.

 

 

 

CURIOSIDADES_______________________________________________________________

 

MINISSÉRIE Mãe-de-Santo - Dança da luta entre Obá e Oxum