Obrigações


 

Um ano após a  feitura, o nascimento no santo, o yàwó  deve fazer sua primeira obrigação que tem por significado comemorar esse nascimento e o reforço de seus votos. São oferecidos um bori e um animal de duas patas.

Os votos serão renovados ao se completar 3 (três) anos. Serão oferecidos um bori e um animal de quatro patas que seja do fundamento do seu orixá.

Aos 7 (sete) anos de feitura o yàwó alcança a maior idade no santo tornando-se egbomin (irmão mais velho) e a partir deste momento está pronto para assumir funções sacerdotais, ou seja tornar-se dono de sua própria casa ou em sua comunidade. Ele já pode assumir o posto de babalorixá.

Deká ou Obrigação de Sete Anos, é como se intitula este ritual de passagem.

As obrigações dentro do Candomblé, não podem ser adiantadas, ou seja dadas antes do prazo existe a necessidade de ser respeitado o tempo para que seja realizadas.

Somente a iniciação não assegura que o yàwó, receba o cargo de egbomin, ele preciso cumprir todas as etapas descritas anteriormente e mesmo tendo mais de 7(sete) anos de feito, enquanto não forem realizados os rituais de passagem seguindo a ordem cronológica, ele continuará sendo um yàwó.

O egbomin recebe durante a cerimônia, elementos de fundamental utilidade para que exerça a função sacerdotal dentre eles, seus búzios e navalha, é justamente o conjunto destes elementos que origina o nome deká. Além dos elementos, ele passa a ser detentor do fio de grau (rungebe).

Outras duas obrigações são necessárias a este novo egbomin, quando forem completados 14 (quatorze) e 21 (vinte e um) anos de santo.

 

 

OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS_____________________________________________________


A maioridade no Candomblé é atingida quando o adoxu completa os sete anos de iniciação. O ritual de passagem que se processa é chamado de Obrigação de Sete anos (oyé ou deká). Nesse ritual o adoxu deixa de ser iaô e passa a ser um ebomi, que quer dizer irmão mais velho, e rebece o seu cargo (oyé): seja de sacerdote, seja de autoridade na comunidade. Um filho-de-santo quando reconhecido pela comunidade como um membro importante pode ser emancipado e assumir essas funções antes de completar sete anos, mas a obrigação não pode ser adiantada. Lembrando sempre que ninguém pode dar o que não tem.

Na obrigação de sete anos, o adoxu recebe uma série de elementos imprescindíveis às funções de um sacerdote, como os búzios, a navalha, as sementes e frutos sagrados os pós de Efun, ossum, iorossum, waji, ilu etc. Tudo é entregue em uma peneira e é o conjunto desses objetos rituais que constitui o deká.

Quando se trata de um novo babalorixá, o ideal é que ele receba o deka em seu próprio terreiro, no dia da inauguração. Então o novo ebômi é apresentado à comunidade (egbé) para que se cante o oyé. Todos aqueles que já têm oyê (ijoyé) são convidados a dançar em frente ao novo sacerdote, reverenciando - o e desejando boa sorte. Os mais novos são convidados a tomar a benção do "irmão mais velho".

Completar simplismente os sete anos de iniciação não assegura a um iaô passar à categoria de ebômi; é necessário que se compram as obrigações e rituais. Dessa forma uma pessoa com 30 anos de iniciado mas que não realizou a obrigação de sete anos continuará sendo iaô, pois o que garante a passagem é o ritual.

Na obrigação de sete anos, o adoxu receberá um fio de contas chamado rungebe, uma tradição incorporada aos ritos de jeje, grande símbolo de senioridade, o chamado fio de grau. É o único colar que só os ebômis podem usar.

Após essa obrigação, é de costume comemorar com mais 14 e 21 anos de santo, mas as obrigações de fato imprescidíveis depois da feitura são de um ano, três anos e sete anos; as subseqüentes são comemorações.